Henrique ajusta os encaixes finais de sua bioarmadura enquanto se esconde atrás das caixas de metal na viela molhada. Luzes vermelhas de um drone policial varrem o beco logo acima, refletidas na superfície polida da armadura. O zunido dos motores mistura-se aos sons distantes da avenida principal. Henrique respira fundo, sente a estrutura biometálica se fundir ao corpo e aciona a interface: hologramas azuis piscam diante de seus olhos.
"Ativação completa"
, sussurra o sistema em voz baixa. A adrenalina pulsa. Passos ecoam na entrada do beco; um homem uniformizado da Agência de Registro de Poderes aparece, prancheta digital em mãos. Ele encara Henrique, olhos apertados de desconfiança.
"Você aí! Identificação, agora!"
O coração de Henrique dispara. Um raio de luz ilumina seu rosto, enquanto o sistema de defesa da armadura vibra, pronto para responder.